A silhueta de pedra de Castel del Monte aparece no horizonte, enigmática e fascinante, já a muitos quilómetros de distância: do topo de uma colina no interior de Andria, domina toda a paisagem que vai das Murge ao Tavoliere. A tradição diz que foi projetado pelo próprio Frederico II da Suábia, fundindo elementos da antiguidade clássica, do gótico cisterciense e também do Oriente islâmico numa arquitetura geometricamente perfeita: um octógono pontuado por oito torres também octogonais, localizadas nos cantos, e centrado num pátio também octogonal. Em redor do pátio, encontram-se salas originalmente decoradas e revestidas a mármore, com colunas de capitéis refinados. O portal, também modelado a exemplo dos arcos triunfais romanos, abre-se para o leste, com uma vista espetacular do nascer do sol. Em suma, não é difícil entender porque Castel del Monte é um símbolo da Idade Média e foi proclamado Património Mundial da UNESCO já em 1996, além de se tornar um ícone da Apúlia no mundo.
Sabe-se que o Castel del Monte foi encomendado por Frederico II e que, por volta de 1240 , se encontrava em fase avançada de construção. O resto é lenda ou mistério, a começar pela verdadeira autoria do projeto. Alguns aventam o nome do arquiteto Riccardo da Lentini, mas não se pode excluir que tenha sido realmente concebido pelo soberano. Diz-se que em 1250, quando Frederico II morreu, ainda não estava concluído, mas a data de conclusão das obras permanece desconhecida. E um grande enigma diz respeito à sua função: construção símbolo do poder político e militar do imperador ou esplêndida casa de caça? Na Idade Média, a colina de Castel del Monte estava coberta de densas florestas, perfeitas para a caça com o falcão, muito apreciada por Frederico II, que também escreveu um tratado sobre o assunto.
Bilhete inteiro: 7,00 €
Bilhete reduzido: 2,00 € (18–25 anos)
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