A história da cidade como um assentamento urbano começou no século XI, após a chegada triunfal de Rogério de Altavilla – em francês antigo, Jarl Roger de Hauteville –, o grande conde que expulsou os sarracenos da Sicília. O evento é hoje evocado no anual Palio dei Normanni, um dos primeiros eventos do género a nascer no sul de Itália. As espetaculares celebrações inspiradas na Idade Média, com centenas de figuras fantasiadas, são realizadas durante três dias em meados de agosto.
O domínio histórico seguinte ao normando é marcado na cidade pela importante massa quadrilateral e pelas maciças torres angulares do castelo Aragonês, construído no final do século XIV. A atividade arquitetónica tornou-se mais viva a partir de três séculos mais tarde, com a construção e renovação de igrejas, complexos monásticos e palácios civis. São Pedro, com o seu precioso teto de caixotões, o Palácio do Município com as suas varandas de ferro forjado, São Roque com um belo portal esculpido, e as quase gémeas Santo Inácio e Santa Ana com as suas fachadas monumentais. Do alto da colina, à altura dos montes Erei, domina toda a Catedral, por sua vez uma reconstrução seiscentista, embora com a estrutura gótico-catalã do campanário da igreja anterior ainda em evidência.
Descubra o Palácio Trigona Museu da Cidade e do Território, parte do sistema de exposições culturais que inclui o sítio da UNESCO pelo qual a Piazza Armerina é famosa no mundo: a vizinha Villa Romana del Casale. Por outro lado, a curiosidade pela arqueologia não deve apagar curiosidade pela natureza. Por sua vez, não muito distante, mas a norte, fica o Parque Mineiro Floristella Grottacalda.