Para os habitantes de Taranto, é simplesmente a ponte giratória: um companheiro de vida mais do que uma infraestrutura, um elemento fundamental da paisagem que também é uma parte da identidade cultural. O grande arco rebaixado da ponte de São Francisco de Paula é, de facto, o traço de união entre as duas almas da cidade. Com cerca de 90 metros de comprimento e dividida em dois braços móveis, desde 1887, a ponte atravessa o canal navegável, permitindo a circulação entre a aldeia da cidade nova e a Ilha da cidade velha. O que vemos hoje, apesar de ter preservado a forma da ponte do século XIX, é uma reconstrução inaugurada em 1957, mais moderna e eficiente. Os dois braços são movidos por um poderoso mecanismo elétrico e demoram menos de três minutos a abrir, o que é necessário quando grandes navios têm de passar pelo canal navegável. A ativação do mecanismo marca também um momento importante a nível simbólico, em que a cidade se divide em duas. O efeito cénico é garantido pelo facto de, geralmente, a manobra ser usada para a passagem de navios militares do Arsenal Marítimo Militar de Taranto, localizado no Mar Pequeno: inevitavelmente, curiosos, parentes e amigos dos marinheiros se aglomeram na orla marítima para cumprimentá-los.
Ponte S. Francesco da Paola, Taranto TA, Italia