No centro da cidade de Orvieto ergue-se um imponente poço projetado a mando do Papa Clemente VII e construído pelo florentino Antonio da Sangallo, o Jovem, que concluiu o projeto em 1537.
Este poço, com uma secção circular de 13 metros de largura e 62 metros de profundidade, está equipado com duas escadas em espiral que, sobrepostas, se enrolam em torno do poço sem nunca comunicarem entre si. Cada uma delas tem 248 degraus, fáceis de descer, mesmo para burros. Na base do poço, foi construída uma pequena ponte que as liga.
Fora do poço há uma construção cilíndrica com uma estrutura larga e baixa, adornada com os lírios farnesianos do Papa Paulo III, sucessor de Clemente VII. Este último nunca viu a obra concluída, que foi concluída por Simone Mosca em 1543.
O nome pelo qual este poço é conhecido, São Patrício, remonta ao século XIX, quando a Fortaleza já havia perdido a sua função militar. No entanto, o nome não tem qualquer ligação com personagens locais, mas refere-se ao abismo irlandês onde o santo costumava rezar.
A frase "quod natura munimento inviderat industria adiecit", presente na lápide à entrada, celebra o engenho humano capaz de compensar as deficiências naturais, como a falta de água na cidade. Durante a construção do poço, foram recuperados inúmeros artefactos arqueológicos da época etrusca.