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Visita a Gerocarne, a aldeia dos oleiros

À descoberta da cerâmica de Gerocarne (VV), no Parque Regional de Serre

2 minutos

A vila de Gerocarne está situada entre os bosques centenários daquela que já foi a zona mais inacessível do Parque Regional de Serre, na província de Vibo Valentia.

Conhecida nas crónicas da época como o esconderijo do bandido Giuseppe Musolino, a quem é hoje dedicado um pitoresco percurso de trekking ao longo do Sentiero del Brigante (Caminho do Bandido), a povoação é hoje famosa pela cerâmica de Gerocarne, transmitida por gerações de mestres oleiros, e pelo exuberante viveiro de Ariola di Gerocarne.

Pronto para fazer um passeio pela aldeia dos oleiros?

A cerâmica de Gerocarne

A cerâmica de Gerocarne

Estamos no coração de Serre Vibonesi (Parque Regional de Serre): aqui, entre faiais centenários e plantas aromáticas de todos os tipos, encontra-se uma pequena povoação dedicada ao artesanato histórico da terracota. Não se trata de uma arte qualquer, porque as famosas cerâmicas de Gerocarne ainda hoje são fabricadas como na Idade Média. Não acredita? Acompanhe-nos à descoberta de uma tradição secular, transmitida de geração em geração no seio de uma família histórica de oleiros.

Por estas bandas, os recipientes tradicionais utilizados na cozinha para cozinhar sopas, caldos e molhos típicos da Calábria, ou para guardar água e vinho, são designados por “argàgni”, “pignàte” ou “gòzza”, consoante a sua utilização e a sua forma. Para sabermos mais, visitamos a família Papillo, os históricos oleiros de Gerocarne, que nos esperam na sua casa-oficina, anunciada por cerâmicas de todas as formas e tamanhos. A família Papillo orgulha-se do seu método de laboração e cozedura da terracota esmaltada, obtida a partir da argila de Serre (chamada “crìta” no dialeto local). 

Trata-se de um método que se manteve inalterado desde a Antiguidade, que ainda utiliza o torno de pé e a câmara de cozedura de estilo medieval, segundo um processo com impacto ambiental zero: primeiro, a argila é molhada e amassada; depois, é trabalhada no torno, deixada a secar e, por fim, cozida no grande “iglu” feito de cacos e resíduos do processo. Nas fases finais, é efetuada a eventual decoração com símbolos típicos (muitas vezes com função apotropaica, contra o mau-olhado). Os recipientes de cerâmica de Gerocarne são perfeitos para cozinhar lentamente muitos pratos típicos da tradição calabresa, incluindo as insuperáveis sopas de feijão.

Ariola di Gerocarne: o que ver nas imediações

Ariola di Gerocarne: o que ver nas imediações

O que ver em Gerocarne e arredores? Depois de nos despedirmos dos mestres oleiros, criadores da cerâmica de Gerocarne, damos um passeio pelo pequeno centro histórico, admirando a Igreja de Santa Maria de Latinis, de origem medieval, mas reconstruída após o terramoto do século XVIII, tal como a maioria dos edifícios e das outras pequenas igrejas espalhadas pelos arredores.

A joia a não perder de forma alguma é o magnífico “Vivaio Ariola”, situado a pouca distância, na aldeia homónima de Ariola di Gerocarne: uma atração que encanta jovens e adultos, a visitar em todas as estações do ano. É um dos 9 Viveiros Florestais Regionais que desempenham um papel fundamental na preservação da biodiversidade local, a qual inclui bordos, azevinhos, tílias, castanheiros, ciprestes e até um espécime de ginkgo biloba, um verdadeiro fóssil vivo!

Outra grande atração para os amantes da natureza e dos Caminhos regionais é o chamado Sentiero del Brigante (Caminho do Bandido), que permite descobrir a fascinante história do bandido Giuseppe Musolino, um dos mais famosos de Itália. Partindo de Gerocarne, perto da pequena fonte na localidade de Gagliolo, entra-se na densa floresta do Parque Regional de Serre e percorre-se um cenário natural de grande encanto: desde o planalto entre Colaiello e Castania até ao Bosco Morano, onde é fácil encontrar famílias de carvoeiros ainda em atividade, até se chegar à imponente Pietra delle Armi.

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