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As aldeias vestem-se de alegria

Carnaval em Irpinia: a tradição desfila com máscaras

A festa que une gerações com danças propiciatórias e a antiga arte do teatro de rua

5 minutos

As festas de Carnaval em Irpinia vão além da simples diversão, representando um verdadeiro património cultural e social. 

São tradições enraizadas em antigos rituais propiciatórios ligados à fertilidade, ao ciclo das estações e à passagem do inverno para a primavera. São momentos partilhados que envolvem famílias, bairros e grupos na organização de carros alegóricos, na criação de trajes, coreografias e disfarces, criando um sentimento de pertença e participação.  Cada aldeia expressa a sua própria história, as suas próprias lendas e tradições; no entanto, partilha elementos comuns, como os trajes, a música e a coreografia, bem como vários elementos territoriais comuns: as danças de cortejo, as figuras rituais e um mestre que guia as danças

O Carnaval torna-se, portanto, não só uma festa alegre, mas também um momento de transmissão intergeracional de memórias, valores e práticas tradicionais, preservando um vínculo profundo entre a comunidade e o território.

Os rituais do Carnaval em Avella e Castelvetere

Os rituais do Carnaval em Avella e Castelvetere

O Carnaval de Avella representa um momento de forte identidade cultural, em que a comunidade renova antigos rituais populares que animam as ruas da localidade. Os protagonistas do festival são três representações históricas muito sentidas: "'A Zeza""I Mesi" e "Il Laccio d'Amore", realizadas com paixão pelo Grupo Folclórico Avellano desde 1950 e, posteriormente, pela Pro Loco.

"Zeza" é uma forma de teatro popular cantado, acompanhado por instrumentos tradicionais como castanholas, triccheballacche e tamborins. Através do uso da ironia e do disfarce, evoca a famosa história de Pulcinella e da sua esposa Zeza Viola, envolvendo o público num espetáculo animado e significativo.

A representação de "I Mesi" é uma performance simbólica que celebra o ciclo natural do ano, a fertilidade e a alternância das estações. O ritual gira em torno do Majo, uma grande árvore transportada das florestas montanhosas para o centro histórico pelos "Filhos do Majo", entre cantos e músicas tradicionais, até à fogueira final que queima a negatividade do ano passado.

Finalmente, "Il Laccio d'Amore" é uma antiga dança propiciatória ligada aos temas da abundância e do bem-estar. Em Castelvetere, esta tradição evoca uma rivalidade secular entre as comunidades da Piazza e da Pianura, hoje transformada num desfile festivo de carros alegóricos, feitos com grande mestria por artesãos locais e animados por música e dança.

Tradições carnavalescas de Cervinara, Petruro di Forino e Montemarano

Tradições carnavalescas de Cervinara, Petruro di Forino e Montemarano

Durante o Carnaval, Cervinara torna-se um palco ao ar livre, onde cores, sons e tradições animam as ruas da localidade. Entre os eventos mais aguardados destaca-se a 'Ndrezzata, uma antiga dança guerreira nascida da memória de uma disputa local do final do século XIX, tornada única pelo ritmo das batidas, pelos movimentos sincronizados e pela forte tensão cénica.

A par dela, revivem também a Quadriglia e, no coração de Irpinia, o Carnaval de Petruro di Forino, que combina dança, teatro e tradição popular. Na Terça-feira Gorda, o Grupo Folclórico Ballo o 'Ntreccio, juntamente com a Mascarata, atravessa a localidade visitando as famílias: as portas abrem-se, as mesas enchem-se de pratos caseiros e vinho local, transformando a hospitalidade num ritual coletivo.

O momento mais esperado é o "o 'ntreccio", uma dança antiga ao ritmo da Tarantella Martiglianese, acompanhada pela representação da "História do Carnaval", com Pulcinella, a Zitelluccia e duelos cómicos que dão vida a um autêntico teatro de rua.

Em Montemarano, o Carnaval é um verdadeiro ritual comunitário que começa a 17 de janeiro, dia de Santo António Abade, e culmina nos dias canónicos da festa, terminando com a sugestiva "Morte do Carnaval". A protagonista absoluta é a tarantela montemaranese, dançada em procissão pelas Mascarate, lideradas pelo Caporabballo, entre música, cores, confeitos e doces. Uma tradição de origens antigas, ligada a rituais pré-cristãos e transmitida de geração em geração.

Rotondi e Teora: entre Quadriglia, Zeza e os Squacqualacchiun

Rotondi e Teora: entre Quadriglia, Zeza e os Squacqualacchiun

No coração do Sannio irpinoRotondi vive o Carnaval como um ritual coletivo que combina memória, música e teatro popular. A festa faz parte da identidade local e encontra a sua expressão máxima na Quadriglia e na Zeza, duas formas artísticas que transformam as ruas num palco vivo.

Quadriglia é uma dança coral, elegante e rítmica, liderada por um líder de grupo que coordena os bailarinos em trajes tradicionais. A Zeza, por outro lado, é uma representação teatral popular composta por representação, canto, música e sátira. Pulcinella, Zeza e Don Nicola animam cenas cómicas e diálogos rimados, contando vícios, relacionamentos e vida quotidiana com uma comédia intemporal, envolvendo o público numa experiência participativa.

A tradição, que tem as suas raízes no século XVIII, é transmitida de geração em geração: famílias, crianças e idosos ensaiam juntos textos, passos e trajes, transformando o Carnaval num verdadeiro laboratório cultural generalizado.

Em Teora, por outro lado, as máscaras dos "Squacqualacchiun", figuras grotescas que recordam o passado camponês e rebelde, regressam todos os anos às ruas da localidade. Vestem sacos de lona, casacos gastos e capuzes que escondem os seus rostos, carregando paus, agulhas de pinheiro e grandes sinos que ressoam pelas ruelas.

A sua primeira aparição acontece a 17 de janeiro, por ocasião de Santo António, quando batem às portas para obter comida, vinho ou algumas moedas: quem dá obtém paz, quem recusa arrisca pequenas e simbólicas represálias. A dança final dos Squacqualacchiun anima o centro da aldeia em torno da fogueira e da fonte principal, num ritual que combina o sagrado, o profano e a magia popular.

Esta máscara nasceu de uma antiga rebelião camponesa: durante o Reino das Duas Sicílias, os jovens disfarçavam-se para desafiar simbolicamente os seus senhores e reivindicar a sua dignidade, transformando o disfarce num instrumento de protesto e identidade coletiva.

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