É uma das igrejas mais surpreendentes do Piemonte. Benedetto Alfieri, o primeiro arquiteto da coroa de Saboia, supervisionou as obras de reconstrução a partir de 1757, propondo um projeto em estilo barroco tardio, baseado numa uniformidade de cor (o vermelho dos tijolos expostos) que contrasta com um forte dinamismo de formas e desenho.
Linhas curvas e côncavas alternam com ângulos retos, desenvolvendo-se em largura ao longo de toda a fachada da catedral. A composição arquitetónica faz um claro aceno à obra romana de génios do Barroco como Gianlorenzo Bernini e, sobretudo, Francesco Borromini, formando um abraço físico e emocional que incentiva os fiéis a aproximarem-se.
No interior, a nave, as suas capelas e os seus altares abrem-se aos olhos num único olhar. As imagens que embelezam as paredes foram acrescentadas pelo pintor Paolo Gaidano no final do século XIX, mais de cem anos após a primeira consagração da Catedral (1764): um grande ciclo de frescos conta a vida de João Batista e Remígio, os dois santos a quem a igreja foi dedicada.