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Enogastronomia
Os vinhos das Marcas

A heroica viticultura de montanha: em Cupi, nos Sibillini, a vinha mais alta das Marcas e entre as mais altas de Itália

Entre as excelências enológicas das Marcas, há uma produção rara e preciosa: os vinhos de alta altitude dos Sibillini.

3 minutos

No coração do Parque Nacional dos Montes Sibilinos, na aldeia de Cupi (Visso, MC), é cultivada uma das vinhas mais altas de Itália: um símbolo de coragem, dedicação e respeito pelo meio ambiente. Aqui é praticada uma forma extraordinária de agricultura, conhecida como viticultura heroica, que não tem nada de retórica: é um verdadeiro desafio diário contra as dificuldades impostas pela montanha. A mais de 1000 metros de altitude, prospera uma vinha rara e peculiar: a Vissanello, uma antiga vinha autóctone, variante arcaica da Pecorino.

Em cada gole dos vinhos produzidos nesta terra, encontra-se toda a paixão pela tradição enológica do interior das Marcas, que sempre esteve ligada à cultura do "vinho do pastor".

O que é a viticultura heroica?

O que é a viticultura heroica?

A expressão "viticultura heroica" não é apenas uma sugestão poética, mas uma definição técnica reconhecida pelo CERVIM (Centro de Investigação para a Viticultura de Montanha), que identifica as culturas que satisfazem pelo menos uma das seguintes condições:

  • estão localizadas a uma altitude superior a 500 metros acima do nível do mar,
  • desenvolvem-se em declives superiores a 30%,
  • estão localizadas em terraços ou em parcelas não mecanizáveis,
  • estão localizadas em pequenas ilhas ou em áreas de alto valor paisagístico e ambiental. 

A viticultura praticada em Cupi di Visso, no coração do Parque Nacional dos Montes Sibillini, a mais de 1000 metros de altitude, é, portanto, totalmente heroica: as condições de trabalho são complexas, o uso de meios agrícolas é muitas vezes impossível, o rendimento é inferior ao das áreas de planície. No entanto, os vinhos produzidos são de altíssima qualidade e fortemente identitários.

Um exemplo raro na região das Marcas (e em Itália)

Um exemplo raro na região das Marcas (e em Itália)

O cultivo de vinhas em altitude é uma exceção no centro da Itália e uma verdadeira raridade na região das Marcas. Para descobrir de perto a única realidade da viticultura heroica da região, é preciso subir até ao Parque Nacional dos Montes Sibilinos e, mais precisamente, a Cupi di Visso. Aqui, um grupo de viticultores visionários optou por recuperar antigas parcelas abandonadas, desafiando o clima severo, a altitude e a logística complexa, com o objetivo de regenerar o território e produzir vinhos que reflitam autenticamente o caráter do ambiente de montanha.

As vinhas deste território, cultivadas lentamente e em condições ambientais extremas, desenvolvem aromas complexos, uma acidez equilibrada e uma notável fineza: todas elas características distintivas dos vinhos de alta altitude. Como é frequente em contextos heroicos, também aqui se cultivam vinhas autóctones, selecionadas pela sua resistência e capacidade de adaptação, e vinificadas com técnicas artesanais atentas à sustentabilidade. É precisamente por isso que a viticultura heroica não se presta à grande distribuição: as quantidades produzidas são limitadas, mas cada garrafa tem uma história para contar.

Entre as produções mais significativas do território, destaca-se o Vissanello, uma antiga casta autóctone redescoberta por vinhas de pé livre com mais de 130 anos.

O Vissanello: um legado vitícola dos Sibillini

O Vissanello: um legado vitícola dos Sibillini

Vissanello é uma antiga variante do Pecorino, uma vinha centenária nativa da aldeia de Cupi, no território de Visso, de onde leva o nome. Esta preciosa vinha, que sobreviveu em solo franco, foi recuperada de um local ainda ativo perto da aldeia, onde crescia casada com áceres do campo. Ainda hoje produtiva, representa um testemunho vivo de uma povoação vitícola arcaica.

Forjadas pelo clima rigoroso e pelos solos calcários dos Montes Sibillini, estas vinhas dão origem a um vinho com um perfil distinto: intenso, estruturado, com um caráter único e inconfundível. Cada gole é a expressão autêntica e profunda do terroir.

A produção heroica de Cupi não termina no Vissanello, mas também inclui outros autênticos tesouros enológicos, como os vinhos espumantes de método clássico de Chardonnay e Pinot Noir, todos vinificados com cuidado artesanal e em quantidades limitadas.

Visitar as adegas locais significa embarcar num percurso de degustação que se transforma numa história viva e envolvente de um território verdadeiramente único.

Vinho, paisagem e identidade

Vinho, paisagem e identidade

Caminhar entre as vinhas de Cupi significa atravessar um ecossistema frágil e precioso, onde o homem é o guardião de um delicado equilíbrio entre a produção agrícola e a proteção da biodiversidade.
As fileiras têm vista para paisagens deslumbrantes, entre pastagens, florestas de faias e cumes selvagens, com o perfil dos Sibillini como pano de fundo.
Provar os vinhos desta terra é uma experiência imersiva numa autêntica secção rural, onde a viticultura, a natureza e a história se misturam harmoniosamente. 
Esta história antiga, hoje, fala de um ato de cuidado para com a paisagem e as comunidades que a habitam: um modelo virtuoso de agricultura que contraria o despovoamento das áreas interiores, valoriza o conhecimento local e promove um turismo experiencial responsável e sustentável.

Os viajantes que optam por sair dos circuitos mais populares sabem: a montanha sabe recompensar os espíritos mais curiosos e as Montanhas Sibillini não são exceção! 
Depois de uma exploração inesquecível entre vistas deslumbrantes e silêncios regeneradores, a verdadeira surpresa será o brinde em altitude com os vinhos heroicos de Cupi. Um momento de verdadeiro conhecimento: autêntico, inesperado, inesquecível.

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