A igreja de Santo Estêvão tem uma origem muito antiga (século V), mas a sua forma atual deve-se principalmente a um longo estaleiro de obras do século XII, reconhecível pelo revestimento típico de filas de tijolos alternados com pedra, depois adaptado nos séculos seguintes. O edifício sagrado tem uma planta simbólica típica em forma de cruz. O corpo das três naves, sustentado por arcos de volta perfeita, cruza o transepto, formando uma torre-lanterna octogonal (ou seja, uma torre erguida entre os braços dos volumes cruciformes). Todo o transepto é elevado e "contém" uma cripta de oratório (talvez já construída no século XI), caracterizada por abóbadas cruzadas sobre colunas. A cripta é acessível a partir das naves menores. A zona do altar, fechada por uma abside semicircular, é acessível por uma escadaria a partir da nave principal e caracteriza-se por dois corredores sobrepostos (deambulatórios), um ao serviço da cripta e outro do presbitério. Esta complexidade arquitetónica faz de Santo Estêvão um caso único na arte românica de Verona.
Uma das principais adições à igreja medieval foi a Capela dos Inocentes, encomendada pelo pároco Giulio Varalli entre 1618 e 1621. Segundo a tradição, conservaria as relíquias de quatro crianças mortas no Massacre dos Inocentes ordenado pelo rei Herodes. A capela é um exemplo de gosto barroco e é reconhecida (mesmo do lado de fora) pela sua cúpula. As telas expostas nos três altares entre os estuques decorativos são dos três protagonistas da pintura veronesa da época: Pasquale Ottino, Marcantonio Bassetti e Alessandro Turchi, conhecido como Orbetto.
Piazzetta S. Stefano, 37129 Verona VR, Itália