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O coração toscano da Francigena: entre a arte e paisagens inesquecíveis

Siena e arredores: um itinerário pelas maravilhas artísticas da cidade

As joias de Siena: à descoberta do património medieval da Toscana

5 minutos

Poucas cidades no mundo conseguem preservar um património artístico tão rico e estratificado como Siena. No coração da Toscana, a cidade do Palio é uma joia medieval que nunca deixa de encantar viajantes e estudiosos. As suas ruas de pedra, os palácios nobres, os ciclos pictóricos que marcaram a história da arte italiana, juntamente com a paisagem harmoniosa das Crete Senesi e das aldeias vizinhas, fazem deste território um destino imperdível e património da UNESCO.

Piazza del Campo, o coração simbólico

Siena

Coração de Siena e uma das praças mais famosas do mundo, a Piazza del Campo é reconhecível pela sua forma de concha e por ser o palco do Palio, a corrida de cavalos que duas vezes por ano transforma o espaço numa arena lotada. A sua função sempre foi cívica e neutra: nem o Campo nem o Palazzo Pubblico pertencem a um bairro.

A área nasceu como terreno de recuperação para o escoamento das águas, no ponto de encontro das estradas para Roma, Florença e o mar. Já no século XII se falava de "Campus Sancti Pauli", utilizado como mercado de cereais, gado e aves, com a Alfândega e a Casa da Moeda ao lado. A localização tornou-a um cruzamento natural entre a Sena vetus, o núcleo romano, e as aldeias que surgiram ao longo da Via Francigena, reforçando o papel de espaço coletivo para feiras e festas civis.

Com o Governo dos Nove (1287-1355), Siena conheceu a sua idade de ouro. Nesses anos, foi construído o Palazzo Pubblico, sede do poder judicial, símbolo de um poder secular e moderno. Em frente, o Campo foi pavimentado com tijolos dispostos em espinha de peixe (1333). Pouco depois, foi construída a Torre del Mangia (1325-1344), que ainda hoje domina o horizonte da cidade.

Para garantir a harmonia, o Município estabeleceu regras rígidas: uniformidade das fachadas, proibição de terraços, prescrição de janelas gradeadas e triplas. Demolições direcionadas, como a da igreja dos Santos Pedro e Paulo, também ajudaram a definir o perímetro atual.

O resultado é o cenário que conhecemos hoje: uma praça compacta e harmoniosa, património da UNESCO, que continua a unir arquitetura, tradição e vida urbana. Um lugar que encerra séculos de história e continua a ser a alma cívica de Siena.

A Catedral e o pavimento secreto

A Catedral e o pavimento secreto

Poucas catedrais no mundo conseguem contar a história da ambição de uma cidade com tanta força como a Catedral de Siena. Dedicado a Santa Maria da Assunção, o complexo domina todo o centro histórico com o seu mármore branco e preto, projetando o poder do gótico italiano no horizonte da cidade. A sua construção começou no século XII e refletiu imediatamente o desejo dos sienenses de superar, incluindo no plano artístico, a rival Florença.

O exterior impressiona pela fachada policromada em mármore branco, verde e vermelho, concluída entre os séculos XIII e XIV com um entrelaçamento de cúspides, estátuas e mosaicos que evocam o ímpeto gótico e o orgulho cívico. O interior, marcado por colunas alternadas de mármore preto e branco, surpreende pelo impacto visual e pela extraordinária riqueza das decorações. O que torna a Catedral única é, acima de tudo, o pavimento embutido, realizado entre os séculos XIV e XIX por dezenas de artistas, que narra cenas bíblicas, alegóricas e simbólicas, e só é visível na sua totalidade em certas alturas do ano.

Entre os tesouros guardados, destacam-se a biblioteca Piccolomini, com frescos de Pinturicchio com a colaboração de um jovem Rafael, e o púlpito de Nicola Pisano, um exemplo extraordinário da escultura medieval italiana. A estes junta-se o ciclo de estátuas de profetas e sibilas esculpidas por Miguel Ângelo, testemunho do espírito universal da catedral.

O projeto inicial previa uma expansão colossal, nunca concluída devido à peste de 1348. As paredes da chamada Catedral Nova ainda são visíveis, lembrando a audácia e os limites das ambições de Siena.

Hoje, a Catedral é parte integrante do sítio da UNESCO de Siena e continua a atrair milhares de visitantes. Não apenas um lugar de culto, mas um símbolo da identidade cívica, encarna a alma da cidade: um equilíbrio de fé, arte e orgulho que permanece intacto ao longo dos séculos.

A Via Francigena: Siena, etapa de arte e hospitalidade

Percorso Via Francigena a Scala, Siena - Toscana  - scritta nel paesaggio

A história de Siena está indissoluvelmente ligada à da Via Francigena, o antigo caminho que liga Cantuária a Roma e se estende até à Apúlia. A cidade representa uma das etapas mais prestigiadas do percurso, oferecendo acolhimento, assistência e oportunidades de contemplação artística. O hospital de Santa Maria della Scala, em particular, foi um dos mais importantes da Europa na Idade Média, pronto para receber os peregrinos que atravessavam a Porta Camollia.

O seu Pellegrinaio é, de facto, um dos ciclos pictóricos mais extraordinários do século XV. Construído entre 1320 e 1380 e renovado no século XV, foi o coração da hospitalidade reservada aos peregrinos da Via Francigena, que aqui encontravam cuidados e acolhimento. Decorado por mestres como Domenico di Bartolo, Priamo della Quercia, Lorenzo Vecchietta e, mais tarde, Giovanni di Raffaele Navesi, o grande salão conta com realismo a missão do hospital: assistência aos doentes, acolhimento de viajantes, distribuição de bens e obras de caridade. Uma escolha revolucionária, que superou os ciclos religiosos tradicionais para celebrar a dimensão cívica e humanística da instituição. As cenas da vida quotidiana, únicas na Europa, são documentos históricos preciosos, bem como obras-primas artísticas, embelezadas pelo uso inovador da perspetiva. As abóbadas, com frescos de santos e profetas de Agostino di Marsilio, pintados entre 1440 e 1462, completam um ambiente que testemunha o papel central de Siena nos séculos dourados da peregrinação medieval.
Hoje, o troço da Via Francigena que atravessa Siena dá aos caminhantes a emoção de reviver essas atmosferas: a entrada pelas antigas muralhas, a travessia das ruas empedradas do centro histórico, até à descida para a paisagem circundante. Nas proximidades, paragens como Monteriggioni – uma aldeia fortificada mencionada por Dante – e San Gimignano mantêm viva a memória dessa viagem espiritual e artística.

Arte e paisagem

Arte e paisagem

O encanto de Siena e dos seus arredores não se limita aos monumentos. A sudeste de Siena, de facto, estende-se a paisagem única das Crete Senesi, um território que abrange muitas aldeias nos arredores, onde a argila, chamada mattaione, um resíduo do mar do Plioceno, dá às colinas uma cor cinza-azulada que evoca paisagens lunares. Entre calanques, falésias e biancane destaca-se o sugestivo deserto de Accona, onde a natureza se mostra mais acidentada e espetacular. Os perfis de ciprestes solitários, quintas isoladas e bosques nas depressões completam um quadro de postal que fez das Crete um dos ícones da Toscana para fotógrafos e viajantes. No coração da área fica a abadia de Monte Oliveto Maggiore, fundada no século XIV por Bernardo Tolomei, guardião da arte e da espiritualidade.

Não só paisagens: as Crete são também uma terra de sabores, desde a famosa trufa branca ao queijo pecorino aromatizado com artemísia até à rara Alcachofra de Chiusure, testemunho de uma antiga cultura camponesa que ainda resiste.

Siena não é apenas um museu ao ar livre: é uma cidade viva, que preserva orgulhosamente as suas tradições, do Palio aos bairros, e que renova constantemente o diálogo entre a história, a arte e a contemporaneidade. Visitar Siena e os seus arredores significa mergulhar num património que continua a falar ao presente com a força intemporal da beleza.

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