São Lourenço Maior é uma obra-prima da arquitetura da Antiguidade tardia, o maior testemunho do ilustre passado romano de Milão. Foi construída entre o final do século IV e o início do século V naquela que era a Via Ticinensis, hoje Corso di Porta Ticinese, fora das muralhas e não muito longe do Circo e do Anfiteatro: a estrutura, com uma planta central, era coberta por uma grande cúpula. Nessa época, São Lourenço Maior era o edifício de simetria central mais impressionante do Ocidente. No entanto, a basílica original sofreu vários trabalhos de restauro ao longo dos séculos, em particular após os incêndios de 1071 e 1124, em 1573, seguiu-se o colapso ruinoso da grande cúpula e, em tempos mais recentes, os bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial. No entanto, S. Lorenzo manteve um papel fundamental na vida religiosa e cultural da cidade. No interior, de particular interesse é o portal romano da capela de Santo Aquilino, famosa pelos preciosos mosaicos cristãos primitivos, os frescos do século XVI da abóbada central e a urna que preserva as relíquias do santo. Em 1939, em homenagem ao culto da "romanidade" dominante no período fascista, foi colocada uma estátua do imperador Constantino no adro da basílica, uma réplica da de São João de Latrão, em Roma. No exterior, a basílica é introduzida pelas famosas colunas de São Lourenço, da época romana. Estas colunas, provavelmente parte de um templo pagão ou de um edifício público, foram transportadas para aqui no século IV, tornando-se um dos símbolos mais reconhecíveis da capital lombarda.