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Arte e cultura
Uma viagem por entre histórias curiosas, grandes êxitos e a evolução do festival de música mais famoso de Itália

Festival de Sanremo: tudo sobre a história e a origem de um mito italiano

Momentos inesquecíveis: canções e atuações que fizeram história

3 minutos

O Festival por excelência é agora muito mais do que um evento de canto. Acompanhando de perto a história italiana, desde o pós-guerra até hoje, tornou-se um espelho da nossa sociedade.

O Festival de Sanremo: uma história da Ligúria

O Festival de Sanremo: uma história da Ligúria

Sanremo é agora conhecida como a "Cidade das Flores e das Canções", mas o seu nome deriva da pronúncia dialetal do seu santo padroeiro "San Romolo". De uma localidade tranquila, Riviera das Flores transforma-se num palco mundial durante a semana da "Kermesse". O Festival é cada vez mais um fenómeno cultural: anúncios, slogans, protestos sensacionais, grandes convidados, celebridades, mexericos, tudo contribui para criar a atmosfera única desses dias. Pelas próprias ruas de Sanremo, não é difícil cruzar-se com figuras públicas, assistir a transmissões em direto ou mergulhar no ambiente do reality show.

Festival: o início de um mito

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A ideia de um evento musical dedicado à canção italiana, após algumas experiências semelhantes nas décadas de 30 e 40, surgiu a Angelo Nicola Amato, diretor de eventos e de relações públicas do Casinò di Sanremo, e a Angelo Nizza, locutor de rádio, enquanto Pier Bussetti, juntamente com Giulio Razzi, elaboraram o regulamento do concurso: nasceu assim o Festival da Canção Italiana de Sanremo.

A primeira edição do Festival foi realizada em Sanremo em 1951, no Teatro do Casino (que o acolheu até 1976). Na primeira edição, três artistas revezaram-se para cantar as 20 canções em competição: Nilla Pizzi, Achille Togliani e o Duo Fasano. Venceu "Grazie dei fiori", interpretada por Nilla Pizzi.

Se no pós-guerra, canções como "Grazie dei fiori"e "Vola colomba" - com as quais Nilla Pizzi venceu as duas primeiras edições em 1951 e 1952- eram a imagem da Itália que estava a renascer, "Non ho l'età" de Gigliola Cinquetti (1964) ou "Zingara" (1969) de Iva Zanicchi, descreviam um país que tinha reaprendido a desfrutar da vida.

Tragédia em 1967Luigi Tenco, não sendo admitido na final com a canção "Ciao amore ciao", seria encontrado morto no quarto 209 do Hotel Savoy, a 27 de janeiro de 1967.

A era da televisão

A era da televisão

As edições até 1954 foram transmitidas apenas pela rádio mas, em breve, o evento tornar-se-ia um evento televisivo transmitido na Eurovisão pela Raiuno.
Desde 1955, mesmo aqueles que não têm a sorte de estar em Sanremo podem ver o festival. Nesse ano, pela primeira vez, foi transmitido em direto pela televisão e Claudio Villa venceu com a canção "Buongiorno tristezza".

A canção italiana mais famosa do mundo "Nel blu dipinto di blu" (ou "Volare") estreou em 1958 no palco do Festival de Sanremo, cantada por Domenico Modugno e Johnny Dorelli, e venceu.

Em 1975 o Festival de Sanremo foi transmitido pela primeira vez a cores em todas as televisões do circuito da Eurovisão, embora na Rai, produtora televisiva do evento, ainda fosse a preto e branco. Finalmente, é possível ver as cores das maravilhosas flores de Sanremo.

O evento realizou-se no Teatro do Casino até 1976, depois, em 1977, mudou-se para o Teatro Ariston, exceto em 1990, por ocasião da 40.ª edição, em que foi escolhido o PalaFiori do novo Mercado das Flores no vale de Armea, na localidade de Bussana.

Desde 2010, graças ao Festival, Sanremo entra no grupo das 22 cidades italianas que fazem parte da edição especial do Monopólio Itália.

Foram seis as vitórias da Ligúria no festival: Matia Bazar (1979 e 2002), Toto Cutugno (1980), Ricchi e Poveri (1985), Alexia (2002) e Olly (2025) com a canção Balorda nostalgia. 

O Festival de Sanremo hoje

O Festival de Sanremo hoje

Após anos de declínio, os anos noventa foram um momento de consagração do Festival de Sanremo na sociedade italiana: a canção de abertura das edições de 1995 1996, "Perché Sanremo è Sanremo", tornou-se um "tormentone" ou sucesso do momento, uma forma de definir o festival e que ainda hoje está em voga. A direção de Pippo Baudo trouxe à tona "novas vozes", como Laura Pausini (vencedora da categoria Jovens em 1993), Biagio Antonacci, Andrea Bocelli e Giorgia, que venceu o Festival de Sanremo em 1995.

As edições apresentadas por Pippo Baudo (treze) ou Mike Bongiorno (onze), de quem existe uma estátua no centro de Sanremo, foram memoráveis. Dois lígures no palco em 1999: Fabio Fazio e o Prémio Nobel da Medicina Renato Dulbecco.

Nas edições de 2018 e 2019, sob a direção artística e a apresentação de Claudio Baglioni, a duração máxima das músicas aumentou de três minutos e meio para quatro. Isto aumenta a qualidade das canções em competição.

A apresentação de Amadeus, de 2020 a 2024, revolucionou a fórmula, com uma presença equilibrada de antigas glórias e novas propostas. Teve um bom sucesso, registando, involuntariamente, um recorde: a edição de 2021 foi marcada pela pandemia de Covid-19, durante a qual, devido às medidas de contenção em vigor nos primeiros meses de 2021, o festival foi transmitido sem público na sala.

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