No Vale de Roveto, num planalto com vista para o amplo vale atravessado pelo rio Liri, surge Civita D'Antino, uma encantadora aldeia com testemunhos notáveis do seu passado, primeiro de Città dei Marsi e depois de Município Romano, como nos dizem os interessantes artefactos preservados no Museu Arqueológico Antinum, na antiga igreja de Santa Maria.
Entre as suas ruas, sobrevive um fascínio de outros tempos, ainda apreciado por muitos turistas, no passado, num lapso de tempo entre o final do século XIX e o início do século XX, um grupo de artistas dinamarqueses estabeleceu aqui a casa de verão de uma escola de arte, graças ao pintor Kristian Zahrtmann, durante as suas viagens para descobrir a Itália menos conhecida, em 1883, o mestre dinamarquês veio a Civita e escolheu-a como sua segunda casa. Todos os anos, até 1911, convidado da família Cerroni, passava o verão aqui, em 1902, foi-lhe concedida a cidadania honorária.
A pequena aldeia já tinha atraído outros artistas, recordamos a estadia de Edward Lear em 1843 e, em 1877, a do pintor dinamarquês Enrik Olrik.