À descoberta de Veneza, um destino romântico que não teme a concorrência
4 minutos
A referência à arte bizantina e gótica, as influências renascentistas, barrocas e do século XVIII ilustram um passado ao longo de percursos de uma sugestão absolutamente única.
Esta cidade incrível que se ergue da água é um verdadeiro museu ao ar livre, mas também uma oportunidade única de compras com os bairros de lojas de artesanato.
Constituída por um conjunto de 118 ilhas unidas por mais de 400 pontes, Veneza é um mito intemporal.
História e curiosidades sobre Veneza
A história de Veneza respira-se a cada passo, mas a sua capacidade de se reinventar é incrível, graças a eventos internacionais ligados à arte de hoje, como a Bienal de Veneza e o seu Festival de Cinema.
Ao contrário de muitas outras cidades italianas, o nascimento de Veneza tem uma data precisa: 25 de março de 421 d.C., o dia em que três cônsules de Pádua, enviados em busca de um lugar para desenvolver um porto comercial seguro e protegido, lançaram a primeira pedra do que mais tarde se tornou São Tiago de Rialto. Dada a conformação geográfica, não havia grandes terrenos para cultivar, mas o mar transformou-se em riqueza: com a criação das salinas, dado que o sal na época também era usado como moeda, a área enriqueceu muito.
No século XVIII, foi estabelecido o Ducado de Veneza, liderado, como primeiros governantes, por 2 doges venezianos. A capital do Véneto tornou-se mais tarde a República de Veneza, mas quando atingiu o seu máximo poder e criou várias bases no Mediterrâneo, foi também definida como o Império Veneziano, na época do Renascimento. O brasão de armas da república marítima de Veneza, o leão dourado de São Marcos, erguia-se em mais de 15 portos.
O fim da República de Veneza veio pelas mãos de Napoleão. Seguiu-se o domínio austríaco e, em seguida, a entrada no Reino de Itália. Mas como foi construída Veneza? A resposta está na riqueza de matérias-primas das áreas circundantes, incluindo madeira, argila e pedra da Ístria, que permitiram o desenvolvimento de estacas reforçadas densas para suportar cargas muito importantes.
O que ver em Veneza: miniguia de lugares a não perder
Contar as infinitas belezas de Veneza em poucas linhas é uma tarefa impossível: só podemos propor um miniguia das atrações mais apreciadas da cidade da lagoa:
Começamos pela Praça de San Marco e o Campanário de São Marcos, no coração pulsante da cidade: a Praça é a sala de estar mais elegante da Europa,
As paragens obrigatórias são as Galerias da Academia, um museu que alberga uma extraordinária coleção de pinturas venezianas, desde os grandes mestres do Renascimento, como Giorgione, Tiziano e Tintoretto, até aos vedutistas do século XVIII, como Canaletto e Guardi, e o Palácio Ducal, símbolo da idade de ouro da Sereníssima.
Não há Veneza sem pontes, e em particular a Ponte de Rialto, que domina o Grande Canal. Em 1593, substituiu a antiga ponte de barcos de madeira que permitia a passagem para o mercado de Rialto, e a Ponte dos Suspiros, uma das mais representativas de Veneza, fica a poucos passos da Praça de San Marco e liga o Palácio Ducal às antigas prisões.
Entre as outras etapas imperdíveis da sua viagem a Veneza, não podemos deixar de mencionar:
- o Gueto Judaico de Veneza,
- a Escola Grande de São Roque,
- o Grande Canal,
- a Basílica dos Frari,
- a ilha de Burano,
- a coleção Peggy Guggenheim e o museu.
4 ideias sobre o que fazer em Veneza
Veneza oferece muitas opções de atividades para toda a família. O que fazer em Veneza?
- A primeira proposta é participar no famoso Carnaval de Veneza, um dos mais apreciados do mundo, que transforma a cidade num baile de máscaras.
- Uma experiência clássica é o passeio de gôndola, a forma mais romântica de a visitar, como manda a tradição.
- O Bacaro tour irá entusiasmar aqueles que gostam de beber bem: é o lendário "andar par ombre", ou seja, fazer um percurso entre os bacari, as típicas tabernas venezianas para conversar. Também conhecido como giro dei cicchetti, é uma maneira divertida de descobrir o lado goliárdico da cidade.
- Por fim,
- uma verdadeira instituição é o passeio pelas ilhas da lagoa, incluindo Murano, Burano e Torcello.
O que comer em Veneza: 6 especialidades para todos os gostos
Fruto de influências históricas e de uma certa pobreza da vida quotidiana, a cozinha tradicional veneziana oferece pratos simples em que o peixe triunfa, mas com um sabor que por vezes liga o doce ao salgado, o azedo ao picante. O que comer em Veneza? Estes são os pratos mais populares entre os locais:
- o bacalhau manteigado, um creme de bacalhau cozido durante muito tempo e servido com fatias de polenta grelhada,
- o fígado à veneziana, cozinhado com muitas cebolas cozidas durante muito tempo para as tornar quase um creme,
- as sardinhas em saor, sardinhas com sabor agridoce com vinagre, cebola, passas e pinhões,
- risi e bisi, um prato pobre com arroz, ervilhas, bacon e salsa.
Entre as iguarias mais típicas também encontramos os bigoli em molho e as fritole venezianas.
Os lugares insólitos de Veneza para escapar à multidão
Para quem gosta de ficar longe da grande confusão e prefere os recantos mais tranquilos, os lugares insólitos de Veneza serão um recurso muito precioso.
A começar pela Libreria Acqua Alta de Veneza, acolhedora e povoada por gatos: oferece títulos vintage e exposições únicas para verdadeiros conhecedores.
San Lazzaro degli Armeni é uma pequena e fascinante ilha na lagoa, completamente ocupada por um mosteiro.
Os amantes da literatura ficarão sem palavras ao visitar o Labirinto Borges: localizado na Ilha de São Jorge, é uma homenagem a uma obra do escritor argentino, O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam.
O que lhe falta para desfrutar de Veneza sem surpresas desagradáveis?
Tenha em mente quais são os meses de água alta em Veneza, um fenómeno natural passageiro que sempre fez parte da vida dos venezianos: a cidade está em risco no outono e no inverno, com maior probabilidade entre novembro e dezembro.