10 ilhas de Veneza onde ir para desfrutar do charme da lagoa depois do trabalho
5 minutos
Todos os anos atrai milhões de visitantes e é uma das cidades que mais representa a Itália no mundo. Estamos a falar de Veneza, uma pequena grande joia da arquitetura e tradição que preserva algumas das vistas mais fotografadas de Itália.
O segredo para viver o lado mais autêntico desta metrópole na água, no entanto, está em afastar-se da Praça de San Marco e aventurar-se mais longe, entre as ruas mais isoladas ou desembarcar numa das 56 ilhas que compõem a Lagoa e a Costa.
Isto serve para os turistas, mas também para os que estão Veneza por trabalho e decidem aproveitar algum tempo livre longe das rotas turísticas mais comuns.
A lagoa de Veneza contém arte e história, entre palácios antigos, esplêndidas obras de arte e uma paisagem ímpar no mundo.
Com um vaporetto, ou melhor ainda com um táxi com o glamour de Hollywood, pode chegar rapidamente às ilhas menores de Veneza, tornando-as no seu local escolhido para fazer uma excursão ou, melhor ainda, alojar-se num ambiente incomparável.
Lazzaretto Nuovo e Lazzaretto Vecchio
Na Idade Média, esta ilha era um mosteiro: no século XI, os monges beneditinos de São Jorge Maior assumiram-na e construíram uma igreja dedicada a São Bartolomeu.
Rodeado por salinas, o Lazzaretto Nuovo já foi outrora um importante recurso salino.
O edifício principal da ilha chama-se Tezon Grande, é o maior edifício público da cidade (depois das Cordoarias), mas o que torna Tezon Grande único são os desenhos e escritos nas paredes, que contam as histórias de antigos comerciantes e guardas.
A Lazzaretto Vecchio é uma ilha de extraordinário valor histórico. Foi fundada em 1423 segundo decisão do Senado da Sereníssima para albergar um hospital destinado ao tratamento e isolamento de doentes de peste e posteriormente um armazém militar. Depois de anos de desvalorização e consideráveis e contínuas intervenções de manutenção, a ilha veio a tornar-se a sede do Museu Arqueológico Nacional da Lagoa de Veneza.
No momento, estão em andamento os trabalhos de recuperação das estruturas que abrigarão o Museu Arqueológico Nacional da Lagoa de Veneza. Atualmente, a ilha não é acessível ao público, no entanto, estão previstas visitas guiadas às estruturas do Lazzaretto Vecchio, organizadas de forma não regular pelo Archeoclub.Venezia.
Ilha de Murano
A ilha de Murano é conhecida internacionalmente pela sua indústria vidreira que remonta ao século XIII. Durante a Idade Média, Murano foi o principal produtor de vidro na Europa e a ilha continua a produzir lustres decorados, arte contemporânea, objetos domésticos e pérolas de vidro de Murano, numa variedade de técnicas, desde trabalhar com lâmpada a soprar o vidro.
Embora pequena, encontrar um hotel em Murano não é muito difícil. A ilha oferece hotéis boutique, estruturas históricas, mas também apartamentos encantadores. Atenção à escolha do quarto, aqui a vista é espetacular: exija-a.
Ilha de Burano
Burano é uma ilha de pescadores composta por centenas de casas coloridas que lhe deram o título de uma das cidades mais coloridas do mundo. Ao contrário de Murano, Burano permaneceu em grande parte agrícola e a pesca foi a sua principal indústria.
Diz-se que as casas coloridas foram pintadas com cores vivas para ajudar os pescadores a navegar na lagoa em dias de neblina.
Burano também é conhecida pela sua tradição de fazer renda, que tem origem na Veneza renascentista. A arte da renda, candidata a Património Imaterial da Humanidade da Unesco, é uma das tradições mais antigas e prestigiadas da Lagoa de Veneza.
Aqui não há hotéis, mas elegantes apartamentos reconstruídos nas típicas casas de Burano e B&B de gestão familiar.
Mazzorbo
Quando terminar de explorar Burano, basta atravessar uma ponte de madeira para chegar a Mazzorbo, uma pequena ilha com um verdadeiro tesouro.
Escondido entre paredes antigas e à sombra de um campanário do século XIII, encontra-se o Venissa Wine Resort e uma das poucas vinhas secretas de Veneza. Aqui é cultivada a famosa uva Dorona, uma videira autóctone da Lagoa, uma uva dourada apreciada pelos Doges venezianos durante os seus banquetes e depois quase perdida devido às graves inundações da década de 60.
Ilha Santa Cristina
Pode parecer estranho que haja uma ilha selvagem e ecologicamente sustentável na Lagoa de Veneza, mas a Ilha de Santa Cristina é mesmo isso.
Possui pequenos lagos de pesca, pomares, vinhedos e animais selvagens, tais como pavões, faisões e flamingos cor-de-rosa. O hotel, refúgio da ilha, é propriedade de uma família privada: uma majestosa e histórica vila italiana circundada por maravilhosos jardins e terrenos onde pode redescobrir o encanto do decorrer dos séculos.
Ilha das Rosas
A Ilha das Rosas, cujo nome verdadeiro é Sacca Sessola, é uma ilha artificial, a mais nova das ilhas venezianas. Hoje, a Ilha das Rosas abriga um jardim exuberante de 16 hectares e é quase inteiramente ocupada por árvores de todos os tipos: palmeiras, salgueiros, tílias, magnólias, pinheiros, castanheiros-da-índia, lariços e cedros do Atlântico.
Os edifícios antigos, redesenhados pelo arquiteto Matteo Thun, recebem os hóspedes no JW Marriot Venice Resort & SPA , que manteve intacto o espírito do lugar.
San Servolo
A meio caminho entre San Marco e o Lido fica San Servolo. Hoje sede do campus da Universidade Internacional de Veneza, já abrigou um dos mais antigos mosteiros de Veneza, um hospital e um manicómio. A reapropriação da ilha começou em 1980 e agora é o destino de milhares de estudantes, professores e visitantes.
O Lido
O Lido de Veneza é conhecido em todo o mundo pelo Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontece todos os anos entre o final de agosto e os primeiros dias de setembro. Toda a ilha tem 12 quilómetros de comprimento, pouco menos de dois quilóetros de largura, e consiste em vários núcleos de população: além da área mais central da Gran Viale e da marginal, que alberga a sede do Festival de Cinema, há também a vila histórica de Malamocco, com uma história milenar, outrora sede dos primeiros doges venezianos, e Alberoni, onde se encontra um dos mais antigos campos de golfe da Itália, fundado em 1928 e inaugurado em 1930.
Aqui existem muitas estruturas de alojamento, mas o Hotel Excelsior, no entanto, é um bom refúgio de exceção para atores do cinema, convidados ilustres e viajantes exigentes do mundo inteiro. Um extraordinário oásis de relaxamento e de paz.
Pellestrina
No final do Lido encontramos Pellestrina, uma fina faixa de costa de 11 km que separa o mar da lagoa, protegida pelos Murazzi, poderosas muralhas de aterro em pedra da Ístria, erguidas no século XVIII pela Sereníssima para enfrentar as tempestades.
A ilha, rica em legumes e casas alegremente pintadas, vive da pesca e da agricultura. Aqui pode admirar um pôr do sol deslumbrante e magníficas paisagens, juntamente com o autêntico estilo de vida veneziano ainda preservado.
Créditos das
fotos: "Consorzio Venezia e il suo Lido"