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Arte e cultura

A região das Marcas em 7 obras de arte… que não estão num museu

Das praças às aldeias: na região das Marcas, a arte é encontrada ao caminhar

7 minutos

Se visitar a região das Marcas, depressa descobrirá uma coisa: aqui, a arte não gosta de ficar parada atrás de uma vitrina ou entre as paredes de um museu. Prefere as praças, as ruas, as muralhas e as paisagens, tornando-se parte da face quotidiana das cidades e das aldeias.

É uma arte que se encontra ao caminhar, ao olhar para cima ou ao parar por um momento num banco. Paralelamente aos museus e às coleções históricas, existe, de facto, um património artístico que vive diretamente no espaço público: arquitetura monumental, esculturas simbólicas, intervenções contemporâneas e projetos de arte difusa que dialogam com os lugares e com as pessoas que os habitam no dia a dia.

Através de sete exemplos emblemáticos, acompanhamo-lo(a) à descoberta de obras de arte que não se encontram num museu, mas que fazem parte da paisagem e da vida quotidiana.

O Arco de Augusto em Fano

O Arco de Augusto em Fano

Em Fano, existe uma obra de arte que não passa despercebida, embora faça parte da paisagem há mais de dois mil anos. É o Arco Augusteo, conhecido por todos como Arco de Augusto, uma presença sólida e elegante que assinala uma das entradas históricas da cidade. Não foi concebido como um monumento comemorativo, mas como uma porta monumental, uma entrada destinada a receber os que chegavam e a transmitir, logo à primeira vista, a importância do local.

Por aqui passava a Via Flaminia, uma das grandes estradas da Antiguidade, e o arco desempenhava naturalmente o seu papel: indicar, proteger, impressionar. Ainda hoje conserva esta força silenciosa. Não está isolado nem distante, mas sim integrado na vida quotidiana da cidade, atravessado pelo olhar e pelo tempo.

A sua forma simples, o ritmo dos arcos e o material de pedra falam uma linguagem imediata. É fácil percebê-lo como uma obra de arte ao ar livre: não é necessário conhecer todos os seus pormenores; basta parar por um momento e deixar-se impressionar pela sua presença.

Ao lado do arco, a Igreja de São Miguel e o vizinho Museu da Via Flaminia acrescentam mais camadas à história, recordando que Fano preserva um dos patrimónios históricos mais interessantes da região das Marcas. Um pormenor fascinante? Foi precisamente aqui que Vitrúvio afirmou ter construído um edifício, uma basílica que permaneceu durante muito tempo envolta em mistério e que recentemente ressurgiu sob a Praça Andrea Costa.

Mas, para além de qualquer descoberta, o Arco de Augusto continua a ser um limiar no tempo: não apenas um monumento a observar, mas uma obra de arte a viver, que convida a olhar para a cidade com olhos mais atentos.

As muralhas de Corinaldo

Em Corinaldo, a arte não está confinada a um único edifício: rodeia-o. As muralhas medievais envolvem a aldeia num anel contínuo com quase um quilómetro de extensão, perfeitamente preservadas e ainda hoje capazes de definir a identidade do local. Situadas no cume de uma colina, dominam a paisagem circundante com uma presença quase teatral, como se tivessem saído diretamente de um conto medieval.

Ao seguir o seu contorno, percebe-se imediatamente que não se trata apenas de uma estrutura defensiva: é uma verdadeira obra-prima da arquitetura ao ar livre. Torres, bastiões, portas monumentais e passadiços sucedem-se num ritmo cadenciado, formando uma linha poderosa e harmoniosa que se integra perfeitamente na paisagem. É fácil esquecer a sua função militar original e, em vez disso, encará-las como uma grande escultura urbana, onde a história e a beleza se encontram.

Dentro das muralhas, abre-se um centro histórico compacto, construído em círculos concêntricos, onde ruelas estreitas e casas de tijolo conduzem naturalmente ao coração da povoação. Aqui, encontra-se uma das paisagens mais emblemáticas de Corinaldo: a Piaggia, a longa escadaria de cem degraus que sobe em linha reta até ao cimo da colina. Também esta é uma obra arquitetónica surpreendente – de efeito quase teatral – e uma parte essencial do caráter único da vila.

Hoje, as muralhas já não defendem: abraçam. Jã não dividem, mas guiam o olhar, ligando a aldeia às colinas circundantes e transformando Corinaldo numa única obra de arte a ser contemplada como um todo. Um exemplo perfeito de como, na região das Marcas, a arquitetura histórica se torna uma parte natural tanto da paisagem como da vida quotidiana.

Arte “difusa” em Ripe San Ginesio

Em Ripe San Ginesio, não encontrará uma estátua para fotografar nem um monumento isolado que possa reconhecer à primeira vista. O que verá é um conjunto de obras, distribuídas no espaço e no tempo, que transformam a aldeia numa verdadeira experiência de arte difusa. Pintura, escultura e instalações contemporâneas entrelaçam-se com os locais da vida quotidiana, surgindo nas ruelas, nas lojas, nas oficinas e nos espaços de convívio.

Esta forma de viver a arte teve origem na Pinacoteca Municipal de Ripe San Ginesio, que alberga uma coleção vasta e diversificada, constituída ao longo do tempo graças a doações de artistas que participam na RipeArte, uma mostra de arte contemporânea ativa desde 1982. Mas a particularidade de Ripe San Ginesio apreende-se sobretudo fora da Pinacoteca, onde as obras saem das salas e se integram no tecido da aldeia.

Com o projeto Diffusa, a arte entra em espaços não convencionais: uma escultura pode ficar ao lado de uma bancada de trabalho, uma pintura pode surgir numa alfaiataria ou num restaurante, tornando-se parte da paisagem quotidiana. Nada está separado ou distante: a arte convive com as atividades da aldeia, acompanhando os seus gestos e ritmos.

A história prossegue em direção ao Parque Escultórico e ao Viale degli Artisti (Avenida dos Artistas), onde instalações de ferro e madeira se tornam parte da vegetação e da paisagem circundante. Foi este entrelaçamento de obras, lugares e vida quotidiana que valeu a Ripe San Ginesio a alcunha de “Cidade de Arte Contemporânea”: um lugar onde a arte não está concentrada num único ponto, mas é descoberta pouco a pouco, ao ritmo da aldeia.

As estátuas de Sixto V em Fermo e Loreto

Ao entrar na Piazza del Popolo (Praça do Povo), em Fermo, o olhar recai quase imediatamente sobre a grande estátua de bronze de Sisto V, situada na fachada do Palácio dos Priores. Não se trata apenas de um monumento comemorativo, mas do símbolo de um vínculo profundo entre a cidade e uma das suas figuras mais importantes.

Nascido na vizinha Grottammare e bispo de Fermo antes de se tornar papa, Sixto V deixou aqui vestígios concretos da sua ação, desde o Seminário até ao apoio à Universidade. Por este motivo, no final do século XVI, o município decidiu dedicar-lhe uma estátua e confiou a sua execução ao escultor Accursio Baldi, conhecido como Sansovino. A figura é representada de forma recolhida e quase meditativa: o corpo está ligeiramente inclinado, o gesto da mão assemelha-se mais a um diálogo do que a uma proclamação, pormenor que transmite uma imagem do pontífice próximo dos cidadãos e da vida quotidiana de Fermo.

Existe também uma curiosidade que mostra bem o quanto a figura de Sisto V era apreciada nesta cidade. No início do século XIX, durante as invasões napoleónicas, a estátua correu o risco de ser fundida. Foram os próprios cidadãos que a salvaram, escondendo-a no interior do Palácio Municipal. Ainda hoje, a escultura vive no ritmo quotidiano da praça, sem precisar de explicações: está lá, como parte integrante do espaço urbano.

Enquanto em Fermo Sisto V é recordado como uma presença cívica, ligada à história e à identidade da cidade, em Loreto a sua figura assume uma dimensão mais ampla e simbólica. Aqui, a estátua do pontífice tem vista para a Praça da Madonna, junto ao adro da Basílica da Santa Casa. Realizada em 1587 sob projeto de Antonio Calcagni, foi encomendada por alguns bispos ligados a Sisto V e recorda o papel decisivo que o papa desempenhou para a cidade: elevou Loreto à categoria de cidade, reforçou as suas fortificações e promoveu importantes intervenções no santuário. Neste contexto, a pose é mais frontal e solene, com o gesto de bênção a sublinhar a autoridade institucional e a ligação direta ao sagrado.

Duas estátuas, dois contextos diferentes, mas a mesma ideia de arte pública que se insere nos locais e continua a contar a história da região das Marcas a quem por eles passa todos os dias.

O monumento à Gaivota Jonathan Livingston em San Benedetto del Tronto

O monumento à Gaivota Jonathan Livingston em San Benedetto del Tronto

Ao passear pela orla marítima de San Benedetto del Tronto, mais cedo ou mais tarde, o seu olhar será atraído para o céu. Aí encontrará o Monumento à Gaivota Jonathan Livingston, uma escultura que parece ter sido criada especificamente para acompanhar o movimento do mar e do vento. Mesmo sem conhecer o famoso livro que o inspirou, a mensagem é imediata: liberdade, ímpeto, desejo de ir mais além.

A sua localização, com vista direta para o Mar Adriático, reforça esta sensação. É uma obra que deve ser vivida, mais do que explicada. As ondas em constante movimento e a luz que muda ao longo do dia fazem com que a escultura pareça sempre diferente, nunca imóvel, quase como se fosse uma presença natural na paisagem.

Não é por acaso que se tornou um dos símbolos mais reconhecíveis de San Benedetto del Tronto: uma obra que consegue expressar, com simplicidade, o caráter da cidade e a sua profunda ligação ao mar.

Continue ao longo do passeio e descubra as esculturas e instalações contemporâneas do MAM – Museo d’Arte sul Mare, um museu ao ar livre que completa este entrelaçamento de arte, mar e horizonte, deixando o olhar livre para se perder no horizonte.

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