Parque Nacional do Gran Paradiso
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O território que em dezembro de 1922 foi definido como Parque Nacional do Gran Paradiso estende-se em torno do maciço com o mesmo nome (cujo pico excede os 4000 metros) e no passado era densamente povoado. A arquitetura das aldeias baseia-se na ideia de uma casa alpina, no lado piemontês com edifícios inteiramente feitos de madeira, enquanto no lado do Vale de Aosta a madeira foi acompanhada por pedra. O máximo esplendor desta área foi alcançado em meados do século XIX, quando os membros da Casa de Saboia subiram por estas bandas para chegar aos postos de caça. A decisão de proibir a caça em simultâneo com a criação do Parque foi fundamental para salvar da extinção os íbexes - que são o seu símbolo. Hoje, este paraíso de montanha, dividido em cinco vales onde se alternam ambientes rochosos, prados, florestas e as suas margens, está realmente ao alcance de todos: graças ao projeto "un Paradiso Accessibile" (um Paraíso Acessível), a oferta turística de toda a área protegida é capaz de satisfazer as necessidades, interesses e expectativas de um público mais vasto.
Itinerários
Estamos no alto das montanhas, por isso há diferenças substanciais entre os caminhos a percorrer, dependendo da estação em que decidir visitar o Parque: a rede de trilhos serpenteia ao pé do Gran Paradiso num total de 500 km, e está disponível online dividida por vales individuais, para que todos possam escolher o caminho que preferirem. Há percursos que podem ser feitos num só dia, em vários dias, em etapas: os mais bem sucedidos são, entre outros, o Giroparco Gran Paradiso, a Alta Via Canavesana e a Alta Via n.º 2 no Vale de Aosta. Uma vez no local, basta seguir e respeitar a sinalização, para se deslocar com segurança no percurso escolhido e respeitar a natureza do parque. No inverno, pode deslocar-se com esquis ou raquetes de neve, enquanto no verão, graças ao projeto "A piedi tra le nuvole" (A pé entre as nuvens), pode escolher entre deslocar-se a pé, de bicicleta ou de vaivém, em nome da mobilidade suave, protegida por uma forte redução do tráfego automóvel.
Desportos praticáveis
Nos mais de 70 000 hectares de território em que o Parque se estende, existem várias atividades desportivas que podem ser praticadas. No inverno, em estâncias de esqui como Cogne ou Valsavarenche, pode praticar esqui cross-country e downhill. Com o bom tempo, pode experimentar a escalada em rocha ou gelo, uma disciplina cheia de desafios e história que está em casa no Parque Nacional Gran Paradiso. Cinco vales intocados onde pode escolher entre paredes de rocha sólida e cascatas de gelo brilhante em silêncio total, imerso num cenário único no mundo. Também no Parque ou nas áreas circundantes, é possível pedalar na natureza, talvez com a ajuda de uma bicicleta elétrica.
Experiências
Muitas e fora do comum são as experiências que se podem desfrutar no Parque Nacional do Gran Paradiso: mediante reserva, pode visitar uma escola ativa até meados do século XX, localizada a 1600 metros no caminho de mulas do Vallone del Roc, entre os itinerários mais interessantes do lado piemontês. Trata-se da escola primária da Borgata Maison, em Noasca, onde, graças à recuperação do mobiliário e dos materiais reais em uso, o tempo parece ter parado. Em Valnontey, a 1700 metros de altitude, no coração do parque, numa série de bacias e depressões naturais, encontra-se o Jardim Botânico Alpino Paradisia: entre junho e julho é o período de maior floração. Especialmente durante este período, estão previstas visitas guiadas temáticas e jogos com temas da natureza. Cada visita também pode ser feita de forma independente: cada hóspede à entrada recebe um folheto informativo sobre as principais características do jardim. Por fim, cada planta é acompanhada de uma etiqueta que mostra o seu nome e a classificação em espécies nativas, exóticas ou medicinais. Muitas experiências também são dedicadas aos animais: observar águias ou cabras montesas ao vivo e não muito longe (no seu habitat natural) não tem preço.
Atrações
As aldeias do parque mantêm intacto um encanto intemporal, com as típicas casas de alta montanha de todo o arco alpino rodeadas por florestas de lariços, entre vales e clareiras, na aldeia de Boschettiera há um antigo forno que ainda funciona. Mas, em geral, em todos os lados, nos cinco vales, pode encontrar gravuras rupestres e frescos, estradas e pontes de origem romana, igrejas e castelos medievais, como o castelo de Malgrà em Rivarolo Canavese, pastagens alpinas, caminhos e trilhos de mulas, testemunhos vivos da longa história destas terras. Por fim, as casas de caça reais, edifícios de um só andar localizados em grandes planícies acima dos 2000 metros, que se destinavam a acolher o rei e a sua corte, verdadeiras joias do Parque a visitar.
Enogastronomia
De um território rico em biodiversidade, com pastagens, campos cultivados, pastagens alpinas, só podem chegar à mesa maravilhas da gastronomia. É por isso que existem verdadeiros itinerários - como o de Aymavilles, Cogne e Sarre - concebidos para aproximar os visitantes dos tesouros enogastronómicos locais. Além da estrela absoluta, a Fontina DOP, produzida em todo o território do Vale de Aosta, também pode desfrutar de queijos de vaca frescos e curados, queijos de cabra e outros derivados do leite. Não menos importante é o aspeto enológico da produção local, com tintos, brancos e passitos apreciados em todo o mundo.
Hospitalidade
Nos municípios do Parque existem instalações para todos os tipos de necessidades e expectativas: desde refúgios a parques de campismo, de agroturismos a bed & breakfasts, de áreas de estacionamento para campistas a hotéis de categoria. A sugestão é escolher entre as inúmeras estruturas distinguidas pela Marca de Qualidade Gran Paradiso (indicada pelo logótipo oficial), prova da atenção ao meio ambiente e às tradições.
Serviços no Parque
Há sempre um guia disponível: a sério! Graças a um sistema de pesquisa online muito atualizado, pode reservar a figura profissional mais preparada para a experiência que deseja viver. Entre os campos de seleção para chegar a um dos 20 guias em serviço, há o idioma desejado, a possibilidade de escolher a atividade preferida entre educação ambiental, cicloturismo ou caminhada nórdica e em que vale realizá-la. A certeza é conhecer profissionais preparados para orientar indivíduos ou grupos para descobrir o Parque. Existem muitos pontos de informação, desde o escritório central de Turim até muitos outros localizados nos vários municípios e aldeias.