Civitella Roveto, no território da província de Áquila, é uma aldeia medieval com vista para o Vale Roveto, originalmente protegida por um sistema de muralhas fortificadas.
O assentamento é dividido em duas zonas pelo rio Liri: a moderna, construída após o terramoto de 1915, está localizada na margem direita do rio, enquanto a parte mais antiga está na margem esquerda, num esporão isolado, que revela a função defensiva original da aldeia.
O centro histórico é animado pela presença de elegantes palácios senhoriais, cujos portais de pedra local, esculpidos por pedreiros que trabalham nestes territórios, mostram frequentemente nos lintéis os brasões das famílias nobres a que originalmente pertenciam, a este respeito, o Palácio Ferrazzilli é digno de nota.
Já habitado na época romana, o povoado viu a passagem e o domínio de diferentes culturas: lombarda, normanda, angevina quando se tornou parte do Reino de Nápoles.
Passeando pelo coração da vila, encontrará os nichos votivos característicos, escavados nas paredes externas das casas, onde são mantidas as imagens sacras.
Também vale a pena ter em consideração os jardins, Domasnea, Erytres, Cessieu , que lembram o nome das cidades gémeas, respetivamente, na Roménia, Grécia e França.
Não perca a festa dedicada ao santo padroeiro São João Batista, todos os anos, a 24 de junho, antes da luz do amanhecer, os fiéis, munidos de velas acesas, reúnem-se nas margens do rio Liri e mergulham nas suas águas. Acredita-se que o antigo rito purificador tenha propriedades taumatúrgicas. Posteriormente, a estátua do santo padroeiro é levada em procissão pelas ruas da cidade.