Não é apenas o Teatro alla Scala que faz da praça com o mesmo nome um dos destinos imperdíveis para quem visita Milão. Em frente à fachada do templo mundial da ópera, uma obra-prima de Piermarini, ergue-se o Palazzo Marino, a sede do município de Milão, um edifício elegante e imponente, projetado por Galeazzo Alessi na segunda metade do século XVI. À direita, olhando para o teatro, encontra-se o edifício da Banca Commerciale Italiana, construído por Luca Beltrami no século XIX e agora a sede milanesa das Gallerie d'Italia, um museu muito refinado. À esquerda, ao lado do eclético Palácio Beltrami, pode aceder à Galeria Vítor Emanuel II, a sala de estar coberta do centro, que de boutique em boutique leva à Praça da Catedral. Mesmo na esquina entre a Praça da Scala e a Galeria, pode visitar o Museu Leonardo3, uma exposição multimédia dedicada a Leonardo da Vinci. Leonardo é também a personagem retratada pelo monumento no centro da praça, no topo de uma alta base de granito rosa, rodeado por quatro dos seus jovens alunos: Giovanni Antonio Boltraffio, Marco d'Oggiono, Cesare da Sesto e Gian Giacomo Caprotti, conhecido como Salaino. A obra, da autoria de Pietro Magni, foi inaugurada em 1872: para os milaneses é "on lìter in quàter", ou "um litro em quatro", uma comparação irreverente com uma garrafa de vinho (Leonardo) rodeada por quatro copos (os alunos).