O Panteão é um dos templos romanos mais bem preservados: um concentrado perfeito de sabedoria construtiva, uma "contaminação" refinada entre a cela redonda abobadada de tipo termal e o tradicional pronao com tímpano dos templos. Foi erguido por Marco Vespasiano Agripa, genro de Augusto, em 27 a.C. e mais tarde reconstruído por Adriano em 118-25 a.C. Talvez o aspeto mais icónico do templo seja a sua abóbada: decorada com cinco ordens de caixotões com o olho de bronze no centro, a única fonte de luz natural do edifício. O pavimento de mármore com padrões geométricos é quase inteiramente original. Os nichos são também um concentrado de obras de arte: entre elas, destacam-se o fresco da Anunciação, o túmulo de Vítor Emanuel II (1820-78), o túmulo de Rafael, os túmulos de Humberto I e Margarida de Saboia e, por fim, a Capela dos Virtuosos do Panteão.