Em Ortona, ergue-se a Catedral onde se guardam as relíquias do apóstolo Tomás. Os bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial arrasaram-na: Ortona era, de facto, o extremo oriental da linha Gustav, a linha defensiva e fortificada preparada por Hitler, que atravessava a Itália até Cassino. Inevitavelmente, a cidade foi palco de confrontos com os Aliados, que custaram a vida a 1300 habitantes de Ortona. A catedral, aninhada entre as casas do centro histórico, foi reconstruída no século XX e alberga, numa capela, as relíquias de São Tomás, transferidas para aqui a partir da ilha grega de Quios em 1258.
A partir daqui, para ver o mar, é preciso sair do labirinto de ruas estreitas e chegar à longa Passeggiata Orientale, uma varanda panorâmica sobre o Adriático que nunca se cansa de olhar. Para nadar, é preciso caminhar um pouco mais porque Ortona está numa posição elevada. No entanto, uma vez na costa, há 20 quilómetros de praias disponíveis. Ortona, de facto, é a primeira povoação da Costa dei Trabocchi, marcada pelas características estruturas de madeira outrora utilizadas para a pesca.
Antes de sair de Ortona, não se esqueça de tomar um aperitivo com a vista inesquecível do Castelo Aragonês.