A Via Francigena, turismo lento nas pegadas dos peregrinos
2 minutos
Outrora uma antiga rota de peregrinação a Roma e à Terra Santa em nome da busca interior, hoje a Via Francigena também representa uma excelente ideia de turismo lento e verde para encontrar o contacto consigo mesmo: 5 pontos para ilustrá-la e entrar no espírito certo para obter tanto bem-estar.
O que é
É um itinerário que serpenteia por 1800 quilómetros de Canterbury a Roma, feito no ano de 990 pelo abade Sigerico para receber a investidura sagrada como bispo da cidade britânica. Foi então percorrido por peregrinos europeus para chegar à capital, o coração do cristianismo, e continuar ainda mais para sul para embarcar para a Terra Santa. Atravessa o Reino Unido, a França, a Suíça e a Itália. Em 1994, foi declarada Itinerário Cultural do Conselho da Europa.
O percurso
O troço italiano estende-se desde a passagem do Grande São Bernardo, no Vale de Aosta, até Roma, com um comprimento total de cerca de 945 quilómetros que atravessa nove regiões. Pode ser percorrido a pé, com uma média de 20 quilómetros por dia e cerca de um mês e meio de duração, ou de bicicleta, com um híbrido ou uma MTB, pedalando cerca de 60 quilómetros por dia, o que permite concluí-lo em algumas semanas. Em ambos os casos, o itinerário é adequado para todos.
Os lugares
Sempre pontuado por sinais para indicar a direção, o percurso serpenteia entre a cidade e a natureza através de caminhos de montanha, trilhos de mulas, estradas rurais, estradas arborizadas e calçadas antigas. Das pastagens do Vale de Aosta à Planície do Pó, das margens do Pó às florestas dos Apeninos, da paisagem toscana aos lagos do Lácio, passando por campos de arroz, campos de trigo e vinhas, caminhamos no abraço da natureza acompanhados pelo silêncio e pela paz.
Hospitalidade e credenciais
Ao longo do itinerário existem instalações de alojamento, restauração e serviços para quem o percorre. Estes são acedidos com a Credencial, um documento especial emitido pela Associação Europeia das Vias Francígenas a ser carimbado gradualmente durante as etapas, o que permite usufruir de benefícios. Ao percorrer os últimos 100 quilómetros a pé ou 200 de bicicleta, também recebe o Testimonium, uma certificação de que a peregrinação ocorreu.
Porquê escolher
É uma oportunidade imperdível para quem gosta de turismo lento, em estreito contacto com a natureza e o território, mas também com a história e as tradições que ainda estão profundamente vivas nos lugares percorridos. Caminhar ao seu próprio ritmo, envolto no silêncio e revigorado pela autenticidade dos produtos locais, permite aos novos peregrinos um caminho de busca interior e reaproximação de si mesmos, redescobrindo o seu próprio ritmo e energia vital.