O que fica no alto da Via Pignolo, ao lado da Porta de Santo Agostinho, é um vasto complexo de edifícios que foram mosteiros durante séculos, com dois claustros de tamanhos diferentes, um mais sereno do que o outro. Precede-o – no fundo de um prado em declive dominado à distância pela Fortaleza na Cidade Alta – a antiga igreja com fachada de calcário e grandes janelas quádruplas. É um espetáculo composto por vários espetáculos, hoje acessível sem formalidades, porque se tornou inteiramente local de estudo. O Departamento de Ciências Humanas e Sociais e a Biblioteca principal da Universidade de Bérgamo encontram-se aqui.
O mosteiro foi fundado pelos Eremitas no final do século XIII, para se tornar agostiniano logo após a passagem de Bérgamo para os domínios da República de Veneza. A reconstrução da igreja – aula magna da universidade desde 2015 – com a sua vasta nave única com arcos góticos e frescos do século XIV, remonta aos século XIV-XV. Estes últimos deterioraram-se gradualmente, depois de em 1797 a autodissolução da Sereníssima e o advento de Napoleão terem levado à supressão das ordens monásticas.
A curiosidade do lugar permanece, de alguma forma suspensa entre a Cidade Baixa – à qual pertence, porque os Eremitas tinham respeitado o uso medieval de estabelecer os monges fora das muralhas da cidade – e a Cidade Alta, uma vez que as Muralhas Venezianas mais tarde o incorporaram. Na verdade, a quinhentista Porta de Santo Agostinho não se encontra sob o antigo mosteiro, mas ao seu lado e para se chegar realmente à Cidade Alta ainda se tem de palmilhar muito em subida. Um pouco mais acima, ao longo da Via Porta Dipinta, é fascinante regalar os olhos com os frescos da igreja de São Miguel em Pozzo Bianco.
Piazzale S. Agostino, 2, 24129 Bergamo BG, Italia