No verão, o lençol de água que concentra e espelha a praça elevada – coração do quarteirão futurista da Porta Nuova – torna-se uma piscina gratuita onde pode arriscar refrescar os pés. Nas restantes estações, entra-se para espreitar não só as montras das lojas de grandes marcas, mas também para circular entre os bancos da livraria-café, sentar nas mesas ao ar livre, descer ao piso da restauração ou apreciar, com curiosidade, os tubos cromados como trombetas, uma criação artística-sonora de Alberto Garutti que trespassa os pisos da praça-edifício ao lado, em direção ao Corso Como. Como em quase toda a Porta Nuova, os princípios orientadores foram a sustentabilidade, ao limitar o máximo possível a poluição ambiental, e a atenção à interação das pessoas com o edificado: quando encostamos o ouvido às trombetas, escutamos as vozes e ruídos do outro extremo. Não será uma deceção, os comentários serão positivos, e como não sê-lo quando a criação do quarteirão teve a contribuição de arqui-estrelas internacionais e seus projetos: no caso específico da praça, trata-se do argentino César Pelli.
Piazza Gae Aulenti, 20124 Milano MI, Italia