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Natureza
Sicília

Mitos e lendas da Sicília

Entre o mar e as montanhas, cada canto da ilha guarda histórias épicas e sugestões milenares

2 minutos

A Sicília é uma terra profundamente ligada ao mito. Desde as profundezas do Estreito de Messina até aos picos do Etna, desde as costas jónicas até às ilhas do vento, a ilha sempre foi palco de lendas que misturam natureza, história e imaginação. Deuses gregos, ninfas, heróis clássicos e criaturas lendárias povoam aldeias, cidades e paisagens de tirar o fôlego, restituindo um património cultural rico em símbolos e encanto. Uma viagem à Sicília dos mitos é uma viagem à memória e à identidade mais profunda da ilha.

Sicília oriental: entre deuses, amores e gigantes

Sicília oriental: entre deuses, amores e gigantes

Entre as histórias mais icónicas, a lenda de Colapesce é um símbolo do profundo amor dos sicilianos pela sua terra. Em Messina, conta-se que o jovem pescador de dotes extraordinários foi posto à prova por Frederico II, acabando por se sacrificar pela salvação da ilha. Ainda hoje, diz-se que Colapesce sustenta uma das três colunas sobre as quais repousa a Sicília, impedindo-a de afundar no mar. Também no Estreito de Messina, tomam forma as lendas de Cila e Caríbdis, os monstros marinhos que dilaceram e sugam os marinheiros, e a da famosa Fada Morgana, uma miragem ótica que também fascinou os normandos e inspirou histórias lendárias.

O poder do Etna: fogo, deuses e cavaleiros

O poder do Etna: fogo, deuses e cavaleiros

O Etna, majestoso e ativo, está no centro de inúmeros mitos. Para os gregos, era a casa de Hefesto, o deus do fogo e ferreiro dos deuses, que forjava armas na sua forja subterrânea. Acreditava-se também que, sob o vulcão, havia acesso ao Tártaro, o reino dos mortos. Uma lenda anglo-normanda conta que o Rei Artur, que se encontrava na Sicília para uma missão espiritual, se dirigiu ao Arcanjo Miguel, que reaqueceu a Excalibur com a lava do Etna. O vulcão torna-se assim uma ponte entre o mito clássico e a lenda cavalheiresca.

Ulisses, Polifemo e as costas dos Ciclopes

Ulisses, Polifemo e as costas dos Ciclopes

Muitos estudiosos reconhecem a Sicília como o local de algumas etapas da Odisseia. O episódio de Ulisses e Polifemo teria ocorrido nas encostas do Etna, perto de Acitrezza, onde os farelhões dos Ciclopes são identificados como os pedregulhos lançados pelo gigante cego. A poucos quilómetros de distância, os topónimos de Acireale, Acicastello e Acitrezza contam o mito pungente de Aci e Galatea, pastor e ninfa separados pelo ciúme de Polifemo. Aci foi transformado num rio e ainda hoje corre até ao mar.

Fonte Aretusa, Capo Passero e desembarques mitológicos

Fonte Aretusa, Capo Passero e desembarques mitológicos

No coração de Siracusa, a Fonte Aretusa é dedicada à ninfa transformada em fonte por Diana para escapar a Alfeu. A fonte ainda é visível na ilha de Ortígia, um lugar sagrado da mitologia. Diz a lenda que Ulisses e Eneias navegaram pelo extremo sul da ilha, entre Capo Passero e a Ilha das Correntes, tornando estes lugares guardiões de desembarques épicos, onde o mito e a geografia se sobrepõem.

Perséfone, as Truvature e as ilhas dos ventos

Perséfone, as Truvature e as ilhas dos ventos

No coração do interior, junto ao Lago Pergusa, perto de Enna, situa-se o mito do rapto de Perséfone: filha de Deméter, raptada por Hades, é símbolo da alternância sazonal. No folclore popular há também as Truvature, tesouros escondidos protegidos por feitiços e ligados à personagem de Giufà, protagonista de muitas histórias sicilianas. Por fim, temos as Ilhas Eólias que eram, de acordo com a mitologia grega, a casa de Éolo, o deus dos ventos, enquanto as Montanhas Nebrodi acolhiam os rituais das bacantes em honra de Dionísio, o deus do vinho e da natureza.

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