Partindo da Praça do Sacrário, no coração de Viterbo, o caminho atravessa a pitoresca Praça do Plebiscito, dominada pelo Palácio dos Priores, e depois segue em direção às imponentes muralhas medievais. A saída da cidade faz-se pela Porta Romana, uma passagem histórica que marca simbolicamente a transição do ambiente urbano para a tranquilidade do campo.
Prossegue-se passando por baixo da Porta San Biele e ao longo da Via della Grotticella, começando gradualmente a subir em direção à Strada Roncone. Aqui a paisagem muda: começa um caminho sugestivo imerso em bosques de castanheiros e carvalhos, onde a sombra das árvores acompanha o peregrino num troço silencioso e rejuvenescedor.
O percurso leva à aldeia de San Martino al Cimino, uma freguesia de Viterbo, um dos centros mais fascinantes da Tuscia. Entra-se pela Porta Norte, contornando a majestosa Abadia de São Martinho em Cimino, um extraordinário complexo cisterciense do século XIII que domina a povoação com a sua arquitetura austera e solene. Depois de atravessar toda a aldeia, rica em vistas medievais e atmosferas acolhedoras, saia pela Porta Sul, regressando gradualmente à natureza.
O caminho continua por alguns quilómetros em caminhos fáceis na vegetação rasteira, alternados com pequenos troços pavimentados em estradas locais com pouco trânsito. Ao longo do percurso, abrem-se vistas panorâmicas para norte, em direção a Montefiascone, com amplas vistas sobre a zona rural do Lácio.
Em seguida, entra-se nos bosques do Monte Fogliano, uma área de grande valor natural. Aqui percorrem-se caminhos sombreados e bem traçados, em ligeira descida, que conduzem à aldeia de Tre Croci, uma freguesia de Vetralla rodeada de vegetação.
De Tre Croci, um pequeno troço em estradas de terra leva a Vetralla, passando perto da antiga área de Foro Cassio, importante testemunho da época etrusco-romana ao longo da histórica via Cassia.
Também é possível chegar a Vetralla seguindo a etapa de ciclismo B21 (Viterbo–Sutri), uma alternativa adequada para quem percorre a Francigena de bicicleta.
Uma etapa rica e variada, que combina centros históricos medievais, espiritualidade cisterciense e imersão nos bosques da Tuscia, oferecendo ao peregrino uma experiência intensa e profundamente autêntica.