Aielli começa no alto, panorâmica, criativa. Situada a mais de 1000 metros, no coração do Sirente Velino, domina o Fucino e hoje é reconhecida pela sua dupla alma: a da vila histórica e a do museu ao ar livre de Borgo Universo, que transformou ruelas e fachadas numa narrativa difusa de arte, paisagem e visão. A partir daqui, o caminho assume um tom diferente da etapa anterior: menos monumental, mais essencial, mais confiante nos elementos do território.
Ao longo do percurso, o tema que mais se destaca é o da água como presença discreta, mas vital. A Fonte Cituro, uma área de nascentes também ligada à memória do antigo castelo de Cituro e ao pequeno templo reconstruído em tempos recentes, acrescenta ao percurso uma dimensão recolhida, quase de limiar. É um daqueles lugares que não pedem espetáculo, mas atenção. A Fonte del Vallone, recuperada e ainda ligada à função de abastecimento de água e à vida agropastoril, reforça esta leitura da paisagem: aqui, o caminho encontra um Abruzo interior concreto, feito de recursos essenciais, manutenção do território e relações antigas entre homem, animais e montanha. O Parque Sirente Velino descreve precisamente Collarmele como a aldeia das nascentes com um percurso dedicado que liga nove delas em cerca de três horas de caminhada.
A chegada a Collarmele revela uma aldeia mais compacta, montanhosa e isolada, às portas do Parque Sirente Velino. A Abruzzo Turismo descreve-a como uma etapa preciosa, rodeada de vales, florestas, cumes e cursos de água, ideal para quem procura silêncio regenerador e autenticidade. Esta é precisamente a qualidade mais interessante do troço Aielli-Collarmele: não lhe pede que persiga apenas um lugar icónico, mas que atravesse um território coerente, onde a água, o vento e o sopro da altitude constroem uma experiência plena e bem reconhecível. Curiosidade final: Collarmele também é conhecida pelo seu sistema difuso de nascentes, tão identitário que deu origem a um verdadeiro itinerário temático no território municipal.